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COLUNA: As modalidades básicas do stand up paddle (e as exóticas, como o SUP ioga)


Por Alexandre Levorin | 29/09/2011 - Atualizada às 12:26

Remadores usando o SUP para recreação
Remadores usando o SUP para recreação
Foto: Michael Dawes
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Na primeira coluna, falei sobre a origem do stand up paddle (SUP) no Havai, já antecipando que nesta eu abordaria as modalidades do esporte. Pois bem, vamos lá. As três primeiras e as mais básicas são: surfe, corrida e recreativo.

Tirando onda
Surfe é a modalidade do SUP praticada nas ondas, com pranchas de 7 a 12’ de comprimento (leia no fim da página sobre essas medidas, em pés), dependendo da habilidade e da performance desejada.

Para esta prática, a prancha de SUP tem um desenho muito próximo das de surfe tradicional, possuindo rocker (curvatura do fundo, que facilida o deslizamento) e, na maioria das vezes, três quilhas.

Aqui se utiliza um remo com pá e comprimento menores, de material leve e resistente, como fibra de carbono, adequada ao uso extremo.

Já os campeonatos seguem as mesmas características das provas de surfe, com regras e juízes avaliando a performance dos atletas, que se desafiam em baterias por tempo.

Regata a remo
A corrida (ou race) tem como característica a disputa entre atletas em um circuito de boias, largando e chegando ao mesmo ponto, ou saindo de um ponto e chegando a outro (ganha quem chegar primeiro).

As pranchas de race têm um design frontal bem parecido com o desenho de canoas, visando maior estabilidade em linha reta e melhor navegabilidade. Já os tamanhos variam de 12’6” a 18’, ou até pranchonas de 21’.

Os remos tem a área de pá um pouco maior que os modelos de surfe, pois agora o importante é a velocidade. E também cabo mais comprido, para obter uma remada mais longa. O melhor material também são os compósitos de carbono.

Já as provas são variadas. Há a flat water (água lisa, literalmente), realizada em lagos, represas ou mar sem ondas. Neste caso, predominam técnica, força e resistência do atleta. Já os desfios de downwind (as pranchas correm a favor do vento, num percurso linear) dependem das condições do vento e da ondulação a favor, que fazem com que as pranchas andem muito rápido, exigindo do remador mais técnica do que força.

Just for fun
A recreação, como o próprio nome diz, são passeio, turismo e até pesca realizados com uma prancha de SUP. Esta modalidade é, geralmente, o primeiro contato que a pessoa tem com o esporte, em muitos casos por meio de locação dos equipamentos.

Normalmente são utilizadas pranchas grandes e largas, para facilitar o equilíbrio dos iniciantes, e com bastante flutuação. Elas têm tamanho, design e materiais variados, dependendo do tipo de uso que o iniciante se propõe.

Os remos são, em sua maioria, de fibra de vidro (mais pesados), pois aqui a performance não é o mais importante.

Variações do mesmo tema
Como em qualquer esporte, a evolução dele acontece com o tempo e com a criatividade dos usuários. E com o SUP não é diferente. Alem das três modalidades básicas, outras já surgiram:

>> SUP pesca: o praticante utiliza a prancha em vez de um barco para pescar. Até já existem equipamentos para fixar a vara e os acessórios na prancha, auxiliando o pescador.

>> SUP em rios de corredeiras: se assemelha ao rafting, sendo uma variação bem radical do esporte. Algumas vezes, é praticado com pranchas infláveis.

>> SUP ioga: as ássanas são realizadas em cima da prancha. É uma ideia meio maluca, mas que tem atraído praticantes.

Sobre as medidas das pranchas: tanto as de surfe, como as de SUP, são medidas em pés. Cada pé é igual a 12 polegadas (30,48 centímetros) e cada polegada é igual a 2,54 centímetros. Assim, uma prancha de 7’ (sete pés) de comprimento é igual a 84’’ (polegadas) ou 213,36 centímetros (pouco mais de 2 metros). Já uma prancha de 21’ tem 6,4 metros.

Por hoje é só! Na próxima, vamos falar das técnicas de remada. Até lá!


Alexandre Levorin


Alexandre Levorin, 44 anos, é esportista há 30 anos, tendo um currículo bem eclético: já praticou desde automobilismo até natação. Há sete, ele rema em canoa havaiana e stand up paddle (SUP). Na canoa, foi vice-campeão brasileiro e paulista em 2010 nas categorias OC-1 máster (barco para uma pessoa) e campeão brasileiro na categoria OC-6 open (seis pessoas). O atleta também participa de provas nacionais e internacionais de SUP.






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