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As belezas e cuidados do kayaksurf no Havaí


Por Roberta Borsari | 29/11/2010 - Atualizada às 09:42

Roberta nas águas cristalinas do Havaí
Roberta nas águas cristalinas do Havaí
Foto: Arquivo Pessoal/ Roberta Borsari
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Depois de anos dedicando os dias de ferias no trabalho para as competições (o que faço com muito gosto pois adoro a adrenalina das provas), finalmente tive a oportunidade de fazer uma kayaksurftrip. E a decisão de escolher o Havaí como destino aconteceu simplismente pelo fato de ser um lugar onde todos que gostam de surf tem que ir um dia, por ser mítico e místico, e também por ser um grande desafio e oportunidade de aprimorar meu surf.

Não tinha referência de outros atletas do kayaksurf que pudessem me dar informações ou direção específica sobre o surf no North, mas isso não mudou a minha decisão. Claro que sabia muito bem o tamanho do desafio que tinha pela frente, afinal, as ondas gigantescas, correntes fortíssimas, fundo de coral e crowd absurdo, são apenas alguns dos ingredientes desta trip...isso sem contar que iria sozinha!

Mas meu objetivo era: fazer o reconhecimento do local, surfar boas ondas dentro da zona de segurança e dos meus limites, voltando ilesa e apenas com boas lembranças. Afinal, esta era uma viagem pessoal e não tinha que provar nada...apenas experimentar a energia do Havaí. Pensei: vou chegar lá, olhar e ver o que da pra fazer! Além do mais, o Havaí também é conhecido pela enorme variedade de atividades outdoor como trekking em vulcões, mergulho e snorkel em crateras, remadas em canoas havaianas, trilhas de bike, stand up e muitos outros.

Decisões - Escolhi o mês de outubro por ser início da temporada, por já ter entrada de swell, com boas ondas, mas ainda não ter o megacrowd do inverno. Afinal, chegar lá na alta temporada, com 10 metros de onda, não me parecia muito apropriado para uma primeira kayaksurftrip no Havaí. Foram 2 semanas em Oahu, com a base no North Shore na praia de V-land sendo muito bem recebida pela na equipe da GoNutsHawaii: Kátia, Cezinha e seus filhos Kaiama e Kona, e depois 5 dias em Maui.

Logo que cheguei, na primeira semana o mar oscilava entre 0,5m e 1m, o que foi ótimo, pois pude fazer o reconhecimento das bancadas e uma boa adaptação nas ondas rápidas e com fundo raso. V-Land, Fred Land e Kames foram os picos escolhidos e a recomendação para surfar de caiaque. Rock Point, Back Door...nem pensar! Mesmo 1m de onda exigia atenção e o drop tinha que ser preciso, utilizando quilhas pequenas, onde no Brasil surfo ondas de 2m, lá algumas vezes o caiaque já derrapava demonstrando que quando o mar subisse um pouco mais já seria necessário usar quilhas grandes para ter mais segurança.

Roberta Borsari


A atleta é pioneira do kayaksurfe no Brasil e top 10 mundial. Suas últimas conquistas dentro de um caiaque foram a medalha de bronze no festival da modalidade em Santa Cruz, na Califórnia (EUA), e o feito de se tornar a primeira mulher do mundo a surfar a pororoca amazônica, no Rio Araguari. Já no Brasil, Roberta foi pioneira na canoagem em águas brancas e detém títulos em diversas modalidades a remo. Atualmente, ela se dedica às provas de kayaksurf e à curtição do surfe e das travessias de stand up paddle (SUP). Visite seu site: www.kayaksurfclub.com.br.


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