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Por que vale a pena ir à Mostra Internacional de Filmes de Montanha


Por Marilin Novak (editora do Webventure) | 17/11/2011 - Atualizada às 12:29

O Asgard, no Ártico, possível destino das minhas próximas férias
O Asgard, no Ártico, possível destino das minhas próximas férias
Foto: Divulgação
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Embora a Mostra Internacional de Filmes de Montanha já tenha mais de uma década de vida, apenas este ano eu tive a oportunidade de ser sua espectadora, durante a 11ª edição do evento, que acabou de rolar no Rio de Janeiro, entre 12 e 14 de novembro. E o que eu concluí – depois de três dias, 21 filmes e 8 horas e 41 minutos de projeção – é: vale muito a pena se programar para ir ao festival se você pratica ou simplesmente admira as atividades ao ar livre – e não especificamente o montanhismo.

Vale pelas surpreendentes histórias – como a da parapentista de Miracle in The Storm, que foi sugada por uma tempestade que a levou a 10 mil metros de altitude, se tornando a primeira pessoa no mundo a alcançar tal altura sem oxigênio complementar (e voltando com vida!) –; vale pela admiração às loucuras alheias, que tanto nos inspiram – até estou pensando em repetir, nas minhas próximas férias, a escalada de Leo Houlding, que gastou 12 dias até o cume gelado do Asgard, no Ártico, só para ter o prazer de chegar ao chão em apenas 1 minuto, de wingsuit –; ou simplesmente pela magia da telona, que tem o poder de potencializar as imagens das paisagens mais remotas do planeta.

O festival não poderia ocorrer em outro lugar se não no lendário Cine Odeon, no bairro carioca da Cinelândia. Construído em 1926, e ainda conservando ares de passado, o cinema ciceroneia os melhores festivais da cidade, como o do Rio, o Internacional de Curtas e o Anima Mundi. “Somente a primeira edição aconteceu no centro cultural dos Correios. Desde então, estamos no Odeon”, conta Alexandre Diniz, idealizador da mostra.

Odeon que comporta 600 pessoas e que recebeu, este ano, 2.500 espectadores em seis sessões de evento, realizado às vésperas do feriado de Proclamação da República. No sábado e no domingo foram exibidos os 12 filmes brasileiros da mostra competitiva, vencida pelo só-queremos-nos-divertir Quanta Patagônia (leia aqui). E na segunda-feira de casa lotada, duas sessões com a “reserva” do Banff Mountain, o famoso festival canadense, que há 11 anos vem ao Brasil sob a curadoria de Diniz e sua equipe.

A competição nacional é um capítulo mais recente da mostra. Ela estreou em 2004, turbinada pela facilidade de acesso às tecnologias de produção, disponíveis hoje até em reles celulares. “As produções aumentaram muito, com certeza. No começo, eu recebia seis, oito filmes. Este ano entraram 12 e outros 18 ficaram de fora por falta de qualidade”, contabiliza Diniz, se referindo não apenas à ausência de qualidade técnica, mas a roteiro, direção e afins.

Para entender por que quantidade nem sempre é qualidade (lembre-se disso quando estiver lá em 2012), vale assistir à mostra separando os filmes em duas grandes categorias: a que tem o próprio filme como objetivo principal, às vezes bancado por generosos patrocínios e assinado por produtoras de porte (maioria entre os gringos e minoria entre os nacionais); e a dos filmes que são apenas bons (ou ruins) retratos de uma viagem, sendo esta o foco dos personagens/produtores. E, por fim, ainda os institucionais, como os brasucas Borboleta Azul e Red Bull Psicobloc, que de tão bons, também mereceram estar no festival – o último, uma disputa de escalada sem corda, ainda abocanhou o troféu de melhor montagem.

E pra quem ficou com gostinho na boca, o melhor curta da mostra, na minha opinião, importado do Banff, o The Longest Way, de Christoph Rehage:





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