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O curso de auto-resgate e a importância dos procedimentos em ambiente de risco


Por Marcelo Krings | 15/03/2006 - Atualizada às 20:31

Aprendendo a fazer reduções
Aprendendo a fazer reduções
Foto: Marcelo Krings
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Marcelo Krings explica sobre a importância da parte teórica do curso
Marcelo Krings fala sobre o curso básico de montanhismo
Marcelo Krings fala dos procedimentos do curso
O consultor e colaborador do Webventure Marcelo Krings é responsável pelo curso de auto-resgate do Clube Alpino Paulista. Aqui ele conta o objetivo do curso e fala da importância dos procedimentos de socorrismo nos casos de risco. Confira.

O Curso de auto-resgate para montanhistas surge como um complemento técnico para o CBM (Curso Básico de Montanhismo) ou CIM (Curso de Iniciação ao Montanhismo) que os clubes de montanha ministram para seus associados e outros interessados.

O CBM no CAP apresenta a montanha e as possibilidades de desenvolvimento como escalador em rocha, caminhante e espeleólogo alternando teoria e prática em quase dois meses de atividades.

Quando o montanhista recém formado deixa seu instrutor e passa a realizar atividades com seus colegas de curso podem surgir situações que ofereçam risco.

Do mesmo modo o montanhista que ficou afastado das atividades de montanha ou queira reciclar conhecimentos pode aproveitar para lembrar de algumas técnicas antigas e aprender algumas mais novas.

Requisitos - Para realizar este curso é necessário ter feito o CBM ou ter experiência reconhecida como montanhista, pois a instrução parte do pressuposto que o aluno conhece técnicas básicas como nós, ancoragens, manejo de equipamento, mínimo impacto em atividades de campo, primeiros socorros etc.

A premissa fundamental do auto-resgate é a prevenção de acidentes. Mais do que falar sobre prevenção, a prática em campo é fundamental para verificar e sentir na pele a grande dificuldade técnica oferecida por qualquer tipo de atividade que envolva retirar um colega com problemas em um local exposto e numa situação arriscada.

Durante a prática, os alunos passam por exercícios, algumas vezes cansativos e tecnicamente complexos, que, efetivamente, podem resgatar ou transportar um colega ferido de um ponto a outro, para um local ou posição mais favorável. Estes procedimentos normalmente não são uma tarefa simples e possuem riscos inerentes que tem que ser conhecidos e superados.

Marcelo Krings


É arquiteto e alpinista. Esteve na Antártica seis vezes por meio do Clube Alpino Paulista – duas na Estação Comandante Ferraz e quatro em acampamentos de pesquisa (nas ilhas Rey George e Elefante e no Continente Antártico). Atualmente, desenvolve projetos para segurança e trabalhos em altura. É consultor e colaborador do Webventure há muitos anos.

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