A hora da alimentação durante as viagens e escaladas


Por Gabriela Saliba (arquivo) | 11/06/2009 - Atualizada às 07:04

Alimentação deve ser equilibrada
Alimentação deve ser equilibrada
Foto: Ricardo Leizer/ www.webventure.com.br
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O que e o quanto levar de alimentos na mochila para uma viagem, são duas perguntas básicas, e que podem pesar nas suas costas, literalmente, numa caminhada. A importância de uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom desempenho numa atividade física.

Existem alguns alimentos que têm maior importância, assim como, por exemplo, a banana passa e o damasco. Estes dois são fáceis e leves para o transporte, pois não possuem água e sua ação é direta na reposição de certos nutrientes que agem diretamente em no sistema muscular, livrando da probabilidade de uma câimbra, situação desconfortável, e que pode gerar uma série de complicações durante uma viagem.

A granola (e todos os alimentos desidratados), o mel, as sopas instantâneas, o polenguinho e o clássico miojo fazem parte do cardápio de todo o viajante. O pão árabe dura mais tempo, sem virar uma farofa; a azeitona repõe o sal e a rapadura o açúcar. Barrinhas energéticas além do açúcar nelas contido, oferecem vários nutrientes importantíssimos. Também são bem recebidos na mochila os amendoins, as castanhas de caju e do Pará e as frutas secas, além dos liofilizados.

Durante a noite, normalmente é o momento do prato quente. Se a caminhada for longa durante o dia, no macarrão podem entrar uma série de complementos, que variam de acordo com a criatividade do cozinheiro: salsichas, batatas, beterraba, abóbora, chuchu, ervilhas, PTS (Proteína Texturizada de Soja), atum, gersal.

Longas viagens - Se a viagem for longa, vale a pena fazer o tradicional chapati, um pão feito com água, sal e farinha, e que pode vir a ser incrementado com margarina e até mel.

Para os primeiros dias, as frutas que possuem mais água como a pêra, a suculenta maçã e a laranja além da cenoura e do aipo, são bem interessantes. Algumas pessoas gostam de levar shoyu (molho de soja), um excelente energético, orégano, cogumelos secos, purê de batata em pó, batata palha, farofa pronta e até feijão de preparo rápido. Geléias e requeijão cremoso podem transformar num banquete o seu lanche.

Os sacos Zip substituem os vários potinhos plásticos. Não esqueça o potabilizador de água! (o mais conhecido é o “Clor-in”, vendido em farmácias).

Gabriela Saliba (arquivo)


Gabriela F. Saliba, 38 anos, fisioterapeuta, é montanhista desde 1993. Trabalhou como escritora e fotógrafa para diversas revistas de aventura e ecoturismo, além de consultora técnica da revista Alto Nível em 2003. Coordenou o Premon (Programa de Preservação da História do Montanhismo Nacional), durante quatro anos, criado em 1984 por Manoel Lordeiro, o responsável por inserir o termo “montanhismo” no dicionário Aurélio. Realizou juntamente com Aline Peixoto, bióloga, doutora em Ecologia e montanhista, o projeto “Caminhos do Sul”, uma viagem de 31 dias pelos Brasil. Também realizou o projeto Pé na Estrada, uma expedição do Sul ao Sudeste com ampla divulgação nacional. Já escreveu textos e colunas para os principais jornais, revistas e sites do Brasil, além de apresentar o programa “Partiu!” (TVE-Rede Brasil) sobre montanhismo e escalada. Foto: Renata Mello (www.renatamello.com.br).

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