Analândia


RELATOS DE VIAGEM

Relato feito por:
OCTAVIO VERRI FILHO
Ver perfil
CAMINHADA DOS \"PEREGRINOSRP\" EM ANALÂNDIA, NO DI
Nenhum comentário (0) | Comentar
0 votos






A ESCOLHA DE ANALÂNDIA - Para caminhar, os “PEREGRINOSRP”, grupo que congrega pessoas que fizeram o "Caminho da Fé" e o "Caminho de Santiago", procuram lugares diferenciados. A geomorfologia desse município tem esse perfil, pois abrange parte Depressão Periférica Paulista e sua passagem para o Planalto Ocidental. Na área ocorrem as escarpas da “zona das cuestas basálticas” que contribuem substancialmente para a existência de diversos cenários naturais dotados de beleza cênica, como as próprias escarpas e relevos residuais, cachoeiras, rios, morros e cavernas, aproveitadas no turismo convencional. A região conta com diversos panoramas naturais de extrema beleza.
Desta forma, várias práticas esportivas tem curso ali, tais como: cannyioning/cascading; trekking/caminhada;escalada; biking; espeologia ( exploração de cavernas) e arvorismo.

SAÍDA DE RIBEIRÃO PRETO: Saímos defronte à UNAERP por volta das 4,20 horas ( em face dos 15 minutos de tolerância no horário ). Como sói acontecer, ocorreu o atraso do participante Jocelino Facioli e a ausência para embarque de Rafael Antonio da Silva Júnior ( convidado do Ademir).
A bordo do ônibus n. 4000, da empresa Karol Transporte, de placas BXB 9986, dirigido pelo motorista Fonseca, rumamos para São Carlos, pela Rodovia Antonio Machado Sant´Ana – SP-255). Ali, adentramos a Rodovia Washington Luiz ( SP-310), em direção ao Posto Castelo.

PARTICIPANTES: Estiveram presentes os “peregrinosrp”Ovídio Mora,. Célia Mora, Sônia Vetrano, Claudinei Zanella, Rita Zanella, Feliciano Oliveira, Célia de Oliveira, Sílvio Juraski, Octávio Verri. Ademir Martins,Lewis Clementino, Edlamar Moreira, Emerson Moreira,Rodrigo Moreira, Otto Guimarães, Alexandre Verri, Fábio do Carmo, Pedro Pires, José Wilson Ricciardi, José Humberto Lopes, Renato Dionísio, Ruy Salgado, Henrique Ravasi, Juvenal Crozariollo e Regina Lúcia Nogueira de Oliveira.
Deram-nos, ainda, o prazer da companhia os convidados: Rosana Gomes Caprânica, Nívia Andréa Gomes, Renato de Souza Prado Filho, Ana Cláudia Soriani do Nascimento Prado, Bartira Pardi Moreira, Luiz Donega Miranda Neto, Kleber Alexander Correia, João Jonas da Silva Neto,Francisco Javier Alvarez, Liyoko Okino, Mônica Mayumi Okino Yoshikai, Tiago Fernandes,Ana Bluannyta Félix Batista, Daniel Federico Rigo, Sônia Spessoto, Luiz Augusto Beltramin Martins e Jocelino Faccioli.

CHEGADA AO POSTO CASTELO - Chegamos ao Posto Castelo às 5,55 horas. Ali seria o início da caminhada e, portanto, fizemos o uso dos banheiros e tomamos um café. Aguardamos cerca de 15 minutos a chegada do grupo de Trabiju/Araraquara, constituído por Sérgio H. Dakazaku, Bernardete José Gussi, esposa do Sérgio, Maria Carolina Tirico Felizatti, Sérgio Sargentini ( Pinduca) e Juraci Mitie Utikawa Fava. Houve este pequeno atraso em razão de ter o Sérgio julgado que fôssemos encontrá-los em um Posto à frente, da Rede Graal. Avisado ele veio ao nosso encontro com o seu potente jipe Toyota – Bandeirante – 1991 (está novo), com o qual, pela terceira vez, ia nos dar o necessário apoio durante a caminhada.

INÍCIO DA CAMINHADA - Um pouco antes do início da caminhada o convidado Daniel Federico Rigo, competente médico e proprietário da loja de equipamentos “Paraventuras”, de Ribeirão Preto, fez a gentileza de brindar a todos com isotônicos, nos sabores limão e abacaxi/hortelã, fabricados pela Coca-Cola, bebida restauradora esta que muito contribuiu para o nosso desempenho da caminhada, com certeza.

Logo após, como tem sido da tradição do grupo, o peregrinorp Juvenal Crozariollo convocou-nos para um “momento de meditação”, seguido de um cumprimento geral, cada um desejando ao companheiro uma feliz caminhada.

O TRAJETO; KM 0 ( zero) POSTO CASTELO ( Via Washington Luiz) - altitude de 875 metros . O Posto Castelo está localizado no km 222 da SP 310, da rodovia Washington Luís, no município de São Carlos, sentido Rio Claro. Saímos, por volta das 6,15 horas, do Posto, atravessamos as pistas da auto-estrada e adentramos na antiga estrada São Carlos-Analândia, de terra.
Assim que adentramos a estrada de terra, tivemos a alegria de reencontrar as companheiras Bernardete e Maria Carolina ( Carol), que o Sérgio havia deixado ali antes de chegar ao Posto Castelo.
Neste trecho de início do trajeto, já percebemos que o solo era arenoso, sendo que a estrada era conservada e com pedra britada. Estava um pouco frio, com alguma neblina, e notamos, também, que a estrada era arborizada e rodeada de pastagens, com criações bovinas de corte da raça Zebu e para produção de leite da raça holandesa. Um pouco mais à frente, iniciamos uma longa subida e deparamo-nos, à esquerda, com uma grande plantação de goiabeiras. Segundo um tratorista que conosco cruzou, fora plantado pela antiga empresa Hero, de São Carlos, que fabricava goiabada. Nesta parte, percebemos que a paisagem era muito bonita, a ponto de vislumbrarmos, à distância, casas construídas nas “cuestas”, para deleite de seus moradores.E continuávamos a subir, passando por plantações de café, por fazenda de criações de frango, como aquelas do “Rei Frango”. Passamos, igualmente, nas entradas da Faz. Santa Cândida, do Sítio São João, da Família Zucolotti, Fazenda Bom Jesus. Vimos a entrada da Estância Brahman Staf ( www.brahmanstaf.com.br), criadora de gado da raça Brahman , bem como do Sítio N.S. Aparecida. O local ali é conhecido como o Alto da Serra de Analândia, muito embora seja ainda município de São Carlos.

KM 7,3 ACAMPAMENTO DO ENSINO ADVENTISTA – altitude de 979 metros. Chegamos neste local, precisamente às 8,00 horas. Uma parte do grupo seguiu, mas a maioria ali fez uma parada. É um local de notável vista panorâmica.
Continuando a caminhada, passamos defronte a Cabanha Bico-Doce, que vende matrizes de ovinos da raça Sta. Inês.

KM 10,5 FAZENDA SANTA CLARA – Fizemos outra parada na entrada desta fazenda, onde usufruímos da sombra de uma frondosa Paineira, ocasião em que, muito animado, o companheiro Juvenal deu um de seus costumeiros shows, cantando os breques “anúncio de jornal”, “Malvina” e “Pombo Correio”.

KM 14 - CANNYON e CACHOEIRA DA BOCAINA - altitude de 958 metros
A CACHOEIRA DA BOCAINA, esta incrustada na Serra do Cuscuzeiro. Vale pela beleza das paredes em arenito. Queda de 45m com piscina natural, e está imersa no meio da mata, para ali chegar existe uma trilha de mais ou menos 15 minutos até embaixo. Muito procurada para a prática de rapel e cascading.
Quando ali chegamos, vimos que o acesso era vedado por uma porteira e que parecia não ter ninguém para nos atender, uma vez que pretendíamos ali adentrar. Chamamos por diversas vezes e, assim, apareceu um cidadão, o qual informou que a taxa de acesso era de R$ 3,00, por pessoa. O companheiro Claudinei negociou e ele deixou por R$ 2,00. Por uma “picada”, fomos em direção à cachoeira, não sem antes nos utilizarmos de um banheiro ali existente, e, logo nos deparamos com duas placas, uma indicando para a “cabeceira da cachoeira” e a outra indicando “trilha decendo embaicho ( sic)”. Seguimos esta última e percebemos que estava precária em sua conservação. Não conseguimos atingir a parte debaixo da cachoeira. Apenas o companheiro Renato Dionísio até ali chegou, conseguindo uma boa filmagem e fotos, mas retornou dizendo que apenas um filete d´água despencava. Retornamos e nos dirigimos para a cabeceira da cachoeira. Percebemos que realmente não era muita a água que por ali descia, mas que a visão panorâmica era esplêndida para o vale existente embaixo.Já durante a caminhada percebíamos que, nesse vale, havia uma plantação muito grande, a qual pretendíamos descobrir se era de eucalipto ou de laranja. Com o potente binóculo do companheiro Feliciano, pudemos notar que era uma grande plantação de laranja. De fato, quando chegamos ao local de almoço, ficamos sabendo que essa grande plantação foi feita pela empresa Coinbra/Frutesp, substituindo o Cerrado.

Nas laterais da cachoeira da Bocaina, está a GARGANTA DO CÂNION DO FEIJÃO, um precipício de mais de 80 metros que é formado por um paredão de arenito vermelho e negro com 12 Km de extensão.

Depois dessa visão da cachoeira e do Cannyon, pusemo-nos a caminho e enfrentamos outro “subidão”, a ponto de chegarmos à altitude de 1.100 metros, consoante a verificação feita pelo companheiro César Sargentini ( Pinduca) em seu GPS. Nesta parte vimos vários exemplares de Araucária, arvore própria de lugares de grande altitude. Passamos na entrada do Sítio Santana, de propriedade da família Garbuio, descemos e em uma curva vimos uma bela lagoa. Nas imediações nos deparamos com uma criação de búfalos. Passamos defronte à entrada da Fazenda Água Fria, cuja placa indicava o endereço: Estrada Municipal “Orlando Tendolini” – Km 10, a significar que estávamos a 10 Kms. de Analândia. No Km 7, passamos defronte à entrada da Fazenda Calegória. Em seguida, vimos a placa da Fazenda São Pedro e do Sítio Flamboyant. Numa curva, vimos que ali era a entrada da Fazenda Santa Lúcia do Serro, de propriedade de Sérgio Gabriel Seixas. Em seguida, veio a Fazenda Chapultepec. Nesta parte, num platô, chegamos a caminhar no meio de um canavial. Nesta área, observamos, a terra é vermelha, adequada à cultura.
Em seguida, começamos a descer, numa estrada sinuosa e, assim, nos deparamos com um cenário fantástico, tendo por atrações principais os morros do cuscuzeiro e do Camelo.

KM 20,5 MORROS DO CUSCUZEIRO E DO CAMELO - altitude de 822 metros

No sentido São Carlos-Analândia, passa-se, por primeiro, pelo Morro do Camelo, em cujo sopé não tem qualquer infra-estrutura. O que se percebe é que tem um acesso e é usado e liberado apenas como mirante, de onde se tem uma vista linda da cidade. Quando por ali passamos, vimos três placas. Uma indicava que ali era o Morro do Camelo. Outra pedia para não se fazer fogueira. A outra para que não se jogasse lixo.
MORRO DO CUSCUZEIRO: Com forma semelhante à tradicional panela de fazer cuscuz, o Pico tem 75 metros de altura, o equivalente a um prédio de 27 andares. Seu acesso é controlado para evitar a degradação ambiental e a prática de esportes radicais por pessoas despreparadas.
Na fazenda vizinha ao Pico, consta existir a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que acabamos não visitando.
Segundo informações que obtivemos, hoje, a área do Cuscuzeiro é praticamente um "campo escola" para escaladores. Possui uma excelente estrutura para camping e alimentação, uma caminhada de aproximadamente 20 ou 30 minutos nos leva até o pé do morro, uma escalada de pouco mais de 40 minutos nos leva ao topo. O Cuscuzeiro possue inúmeras vias de escalada, algumas ideais para iniciantes no esporte. Do alto temos uma visão panorâmica de 360º, a região toda é lindíssima, um colírio para os olhos. Mesmo para quem não escala o Rappel da parte mais alta até o pé do morro (52 metros) é emocionante.

Depois de concluir aquela descida sinuosa, deparamo-nos com a entrada do sítio conhecido por . “PROJETO PEDRA VIVA”, uma iniciativa privada, da família Calchi, a qual administra o entorno do Cuscuzeiro e oferece uma infra-estrutura para a recepção dos visitantes. Recepciona como um “portal do Cuscuzeiro”, com uma área toda ajardinada e arborizada, onde existe uma Lanchonete e um Restaurante, recepção, banheiros com chuveiros. Paga-se uma taxa de R$5,00 para se ter acesso à trilha dentro da propriedade. Mas, só para visitar, não existe taxa.
Quando se vê um sítio de tamanha beleza e que enche os olhos e, ainda, proporciona oportunidades de lazer, a primeira coisa que nos ocorre é imaginar como isso poderá ser protegido para as vindouras gerações. Pesquisando, verificamos que toda a área, por apresentar as nascentes dos córregos que formam o rio Corumbataí, está protegida, ao menos por lei, pela

A APA CORUMBATAÍ, BOTUCATU E TEJUPÁ. APA´S são áreas submetidas ao planejamento e à gestão ambiental e se destinam à compatibilização de atividades humanas com a preservação da vida silvestre, a proteção dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população local. Estas áreas podem ser declaradas tanto em propriedades públicas, como em propriedades particulares. Nelas, as atividades econômicas são permitidas dentro dos parâmetros determinados em lei. Assim, a APA CORUMBATAÍ, BOTUCATU e TEJUPÁ está subdivida em três perímetros: Perímetro Corumbataí, com a área de 272.692,09 há; Perímetro Botucatu, com a área de 218.306,00 há. e Perímetro Tejupá, com a área de 158.258,70 há. Foi ela criada em 1.983, através do Decreto Estadual 20.960, e representa uma ampliação da APA Piracicaba-Juqueri-Mirim, por acrescentar porções dos municípios de Descalvado, Pirassununga e a totalidade de Águas de S.Pedro. Inclui, ainda, áreas de mananciais dos municípios de Itirapina, Brotas, Mineiros do Tietê, Dois Córregos, Torrinha, São Carlos, Analândia, S.Pedro e Charqueada. Ademais, consta que a Apa Corumbataí, Botucatu e Tejupá foi criada para proteger as “cuestas basálticas”, os remanescentes de vegetação do Cerrado e Mata Atlântica e das áreas de recarga do Aqüífero Guarani. Ainda, como unidade de uso sustentável tem sua base econômica centrada, principalmente no reflorestamento, na pecuária e agricultura e, recentemente, se tornado um novo pólo de citricultura.


KM 23,5 – CIDADE DE ANALÂNDIA - Assim que deixamos a área do Cuscuzeiro, a estrada municipal nos conduziu à cidade, a todo momento, virávamos para trás e vibrávamos com a paisagem daquele entorno, onde pontificavam aqueles dois magníficos morros. Nesse sentido, conversávamos com o Ovídio que, desde há muito, aquela paisagem merecia um cuidado melhor. Que os governos estaduais deveriam ter se preocupado com aquele magnífica área e constituído ali um Parque Estadual e que apenas a APA ( Área de Preservação Ambiental) não seria suficiente para o controle dos impactos que ela poderia sofrer por ação dos particulares, uma vez que nem todos são como aquela família que cuida do entorno do Cuscuzeiro e a fiscalização é muito falha. Passamos a entrada da Estância Bela Vista e, ao chegamos a Analândia, percebemos se tratar de uma cidade pequena, porém simpática, com vocação para o turismo, tanto é que percebemos uma série de construções utilizadas nesse sentido. Seguindo as setas, dobramos sempre à direita, passamos defronte à Fábrica de Refrigerantes “Aliança”, vislumbramos abaixo, à esquerda, um sinuoso e pitoresco córrego e, seguindo em frente, e depois de ultrapassarmos a ponte do rio Estrela, adentramos à estrada que nos conduziria à antiga estação ferroviária “Annápolis” e ao local do nosso almoço.

KM 24,5 – ESTAÇÃO “ANNÁPOLIS”- A estação foi inaugurada pela Cia. Rio-Clarense em 1884, num ponto isolado, com o nome de Cuzcuzeiro, mas logo tomou o nome da cidade, Annapolis. Rapidamente a cidade cresceu e, em 1897, tornou-se município, separando-se de Rio Claro. Estação da "Secção Rio Claro" da Paulista em 1892, em 1916 passou a fazer parte do trecho preterido da linha que viria a se tornar o ramal de Anápolis em 1922. A partir de 1941, tornou-se ponta de linha do ramal, com a supressão do trecho entre essa estação e a de Visconde do Rio Claro, no tronco. Em 1944, o nome foi alterado para Analândia, por determinação do CNG. Está a cerca de um quilômetro dos limites da zona urbana, e para ser alcançada, toma-se uma estrada de terra aberta sobre o leito da antiga ferrovia. Ao lado da estação, ainda existem as casas da antiga vila ferroviária. Depois da desativação em 01/09/1966, o prédio da estação foi vendido para um proprietário, que ali denominou “Fazenda São Domingos”, o qual decidiu conservá-lo, mesmo usando-o como moradia. No jardim, ainda está a antiga casa do chefe da estação, e a seu lado, trilhos com um vagão que foi utilizado no ramal. A estação ainda mostra o dístico "Annapolis". Uma placa indicando “Analândia”, fornece as seguintes distâncias: S.Paulo – 221 Kms; Rio Claro – 41 Kms; S.Carlos 37 Kms. e Pirassununga – 28 Kms.
Prosseguindo passamos defronte à entrada do Sítio Jequitibá e demos uma descansadinha defronte a entrada do Sítio Roncador, onde o Fábio adentrou para alívio de suas necessidades. A propósito, neste último, teriam sido feitas as filmagens da série “Mudando de Vida”, da TV-Record, onde as atrizes Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro desempenharam as funções próprias de mulheres da roça, cuidando dos animais, das plantações, da casa, etc. Mudando de Vida foi um reality show brasileiro,baseado no programa americano The Simple Life que é exibido desde 2003 nos Estados Unidos, protagonizado por Paris Hilton e Nicole Richie. O programa mostra as duas socialites em situações diferentes das que estão acostumadas a fazer durante uma temporada de 40 dias em Analândia.
O Sítio Roncador é de propriedade da família Paiuta, com quem Karina e Ticiane conviveram. Como não podiam levar dinheiro, as duas tiveram que trabalhar em diversos empregos diferentes. Nestes empregos, elas executaram tarefas que iam de tirar leite das vacas até entregar marmitas. Também trabalharam numa fábrica de refrigerantes, tiraram mel de colméias e fizeram inseminação artificial em vacas. Consta, mais que, durante o programa, as atrizes deram duas festas: uma rave de entrada pública feita com a colaboração de amigos conhecidos na cidade e uma festa de bodas de ouro para o casal Osmar e Dulce Paiuta que contou com a participação de uma dupla sertaneja local.Assim que deixamos a frente do sítio Roncador, tivemos uma última “subidinha”, na qual sofremos um bocado, mesmo porque, além de extenuado, levávamos, às costas, a mochila “pesadíssima”, da Carol, que parecia estar nela levando pedras.
KM 27,5 CACHOEIRA DO ESCORREGA – LOCAL DO ALMOÇO - altitude de 670 metros. Aportamos no Camping-restaurante, por volta das 13,30/14,00 horas
Os primeiros caminhantes a chegar no local foram o Ricciardi, o José Humberto e o Jocelino, isto por volta das 12,30 horas. Depois disso foram chegando os demais, uns transportados pelo veículo de apoio, outros por suas próprias forças, até que, por últimos, por volta das 14,20 horas, chegaram o Verri, o Fábio, o Renato, o Ademir e a Carol.
Á medida em que iam chegando, os caminhantes logo se dirigiam às corredeiras do córrego Estrela, que é um dos caudatários do rio Corumbataí, para “aquele” banho restaurador. E realmente o local é especial. Existem três estágios ( ou mais) de quedas d´águas, onde se pode ficar debaixo, massageando as costas e submergindo a cabeça com a força das águas.
Depois desse banho, os caminhantes desfrutaram cervejinhas bem geladas, refrigerantes e se fartaram com um lauto almoço. O local é constituído por um amplo salão avarandado, com cozinha e, na parte externa, banheiros. Na varanda havia um fogão à lenha, desses antigos, esmaltado de branco, onde o proprietário do local,Sr. Pedro Minhoco, dispôs duas panelas de ferro, uma com arroz e outra com feijão. Em uma mesa, ao lado, foram colocadas a farofa e as saladas: rúcula, alface, tomate, cenoura e beterraba. Para cada comensal, dizia ele: “Aqui, tudo é servido à moda brasileira!!!”. Perguntava ele o que cada um queria comer: carne de boi ou de frango. Com a escolha, pegava-se o arroz, o feijão, a farofa e a salada e logo vinha, em uma pequena travessa de metal um belo bife, de acordo com a escolha. Para o controle da bebida, Minhoco pôs sobre a mesa um livro, onde cada um anotava a sua bebida, que se podia pegar em um freezer, no salão. Ao final, aquela pessoa que almoçou pagou R$ 15,00, sendo R$ 12,00 do almoço propriamente dito e R$ 3,00, por usufruir do local ( cachoeiras ). Vale destacar que durante o almoço houve ampla e calorosa confraternização entre todos os caminhantes, sendo que este Pero Vaz que Caminha ficou extremamente emocionado quando os companheiros lembraram do seu aniversário, acontecido no dia 21 de setembro último ( início da Primavera) e lhe cantaram o “Parabéns pra Você”.

APÓS O ALMOÇO - Por volta das 17 horas, adentramos o ônibus, e demos uma passada rápida no centro de ANALÂNDIA, onde ò grupo se concentrou, para fotos, junto ao CORETO da praça João Toniolo, bem como defronte à Igreja Matriz de Sant´Ana. Ali nos despedimos dos nossos queridos amigos de Trabiju e Araraquara, na certeza de um reencontro breve.

AGRADECIMENTO ESPECIAL - Mais uma vez o agradecimento especial vai para o Sérgio H. Dakuzaku ( Poneis) . Não fosse o suporte por ele oferecido, alguns de nós e a maioria de nossos convidados não teriam condições de participarem de mais essa caminhada. Depois é de ressaltar a sua paciência e voluntariedade, oferecendo a água tão necessária bem como o abrigo em seu já famoso Jipe Toyota-Bandeirante. Obrigado, Sérgio!!!!

Agradecemos, também, ao companheirismo proporcionado pelos nossos convidados acima nomeados. Muitos deles nos acompanharam, com tal competência, como se fossem, desde há muito, um verdadeiro “peregrinorp”. Outros foram bravos, deram de si o melhor e também nos impressionaram muito. Esperamos contar com as suas presenças nas nossas próximas caminhadas.

RETORNO A RIBEIRÃO PRETO - Por volta das 17,30 horas, já no ônibus, rumamos para Pirassununga, pela SP-225, e, ali, atingimos a VIA ANHANGUERA ( SP-330) que nos conduziu de retorno a Ribeirão Preto, onde chegamos às 19,10 horas. O custo do transporte, que anteriormente fora informado ser R$ 30,00, acabou ficando por R$ 25,00 em razão do número de adesões.

PÉROLAS: 1.Ainda estávamos de saída, em Ribeirão, e já preocupávamos com o Jocelino, que pela primeira vez participaria de uma nossa excursão. Fora ele convidado para aquela de Ribeirão Bonito/Brotas e ele ficara na lista de espera, sem embarcar. O tempo de tolerância se escoara e, ele, nada. De repente, eis que pára um “Pálio” e dele surge o Jocelino, todo espavorido e completamente despojado de vestimentas adequadas, mas cheio de explicações. Sem mochila, nem cajado, sequer um chapéu, vestindo tênis, camiseta e calça ‘jeans”, pura e simplesmente!!!!; 2.É por todos sabido que o Ruy foi diretor da Embratel e a Dra. Liyoko é médica. Em tese, pode-se imaginar que os seus campos de conhecimento seriam diversos. Que nada! Caminhavam juntos, ali na altura da Cabanha Bico Doce quando “ferraram” uma discussão científica, de alto nível, em torno de escrever um livro ( peguei o bonde andando), a ponto da Mônica, filha da Liyoko, sair de perto e apressar o passo e eu sequer entender direito do que estariam falando!!! 3.Se existem duas coisas que cachorro detesta são carteiros e caminhantes. Desta vez a coisa sobrou pro Ruy. Fazia a sua parte quando, de repente, surgiu um vira-lata. Acostumado com cães, o companheiro chegou até a brincar com o visitante, o qual, no entanto, lhe ferrou uma dentada na perna. Nisso apareceu o dono, dizendo que o cão era vacinado, mas, por via das dúvidas, o companheiro, que está bem, quando chegou a Ribeirão, apressou-se em programar a aplicação de quatro doses de vacinas. As más línguas, no entanto, estão curiosas por saber sobre o atual estado de saúde do “canis stradalis”!!!! 4.Já é por demais conhecido o “humor cáustico” do companheiro Otto. Na caminhada ele estava tinindo. Não havia situação fática que ele não demonstrasse o comprimento de sua língua. Ai, se o casal Célia e Feliciano tivesse um gravador!!!! 5.A maioria dos caminhantes, durante o trajeto, mostrava-se ávida para ver a cachoeira da Bocaina, mas quem se excedeu no propósito foi o Renato, o único que, correndo o risco de despencar na arruinada trilha, acabou por fotografá-la e filmá-la na parte de baixo. Mas, ao mesmo tempo, teve um companheiro que sequer viu a cachoeira, mas, em compensação, saiu satisfeito e aliviado do precário banheiro que ali encontrou!!! 6. Após mostrarem competência e bravura, caminhando cerca de 20 Kms, as “novatas” Rosana e Nívea, em razão de uma indicação equivocada, simplesmente “se perderam”, no entorno do Cuscuzeiro. Adentraram uma porteira, foram em direção do sopé do morro e, quando deram pelo erro, voltaram, percorrendo, a mais, cerca de 2 Kms.Extenuadas, ao retornarem à estrada, para o primeiro veículo que viram, simplesmente gritaram: Tttaaaxxiii!!!! E nesse “vou de táxi”, chegaram ao Escorrega pela bagatela de R$ 25,00.É mole!!!!!! 7. A propósito do Cuscuzeiro, ao se deparar com o cenário, o Jonas, que caminhava ao lado do Ruy e do Francisco Javier, ficou tão extasiado que desabou roçando o seu cuscuzeiro no chão!!!!8. Ao se cansarem na descida da serra, as caminhantes Ana Cláudia, Rita, Liyoko e Mônica foram conduzidas ao Projeto Pedra Viva pelo veículo de apoio e, dali, resolveram caminhar até a cidade os 3 kms faltantes. Julgavam que, na cidade, o ônibus as estaria esperando para conduzir ao Escorrega. Ledo engano. Curtiram uma espera e, ao virem parar um “Fiesta” azul, cujo motorista lhes ofereceu carona, ficaram surpresas e aliviadas.Por sorte, simplesmente era o marido da cozinheira do restaurante do Escorrega!!!!! 9.Assim que chegou na entrada do Sítio Roncador, o Fábio, que caminhava ao lado do Verri e do Renato, sentiu um ronco no estômago e se apressou em adentrar àquela propriedade. Voltou alegre e deslumbrado, ao que o Verri lhe perguntou se as condições sanitárias ali eram perfeitas. Mas a razão desse deslumbramento era outro. O proprietário Osmar Paiuta lhe informara que, ali, teriam sido filmados os episódios da série “Mudando de Vida”, da Rede Record, interpretados pela Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro, versão cabocla daquele programa americano “The Simple Life”, chegando a lhe mostrar uma das personagens a porquinha “Baby”, O sr. Osmar, quase já na casa dos oitenta, acrescentara que o filho ficara “apaixonado” pelas artistas, que certamente tomaram uns “banhos de cachoeira”, à la vontè. Aliviado, o nosso companheiro, saiu dali sonhando com as atrizes na cachoeira. Chuá!!! Chuá!!! Chuá!!! 10. Nesse momento em que estava defronte o sítio Roncador, este Pero Vaz que Caminha, ao ver que a Carol estava cansada, deu uma de bom samaritano e pediu-lhe que a deixasse levar. Carol se recusava a tirá-la, o que fez o bom companheiro Ademir, me entregando a dita cuja. Ao colocá-la em minhas costas, eu que já estava “no prego”, senti-me como um Atlas carregando o globo terrestre e quase arriei. Pudera a nossa amiga estava com aproximadamente 12 Kgs na mochila, treinando para o Caminho de Santiago. Hhhaaa, se eu soubesse!!!!! 11.No Escorrega, conversando numa boa, junto ao fogão de lenha e com uma cervejinha na mão, estavam o Ruy, o Claudinei, o Pinduca e o Sérgio Poneis. Estavam discutindo a situação do Zelaya na embaixada brasileira, quando deles se aproximou o Pedro Minhoco e deixou sobre a mesa um prato de filezinhos em tiras, para fazer a “boquinha”. Mais do que depressa um deles apressou-se em colocar farofa e espetar uns palitos. Ao fazê-lo, com a necessária delicadeza, o prato entornou, cuspindo os filezinhos ao chão, para alegria do cãozinho “Cipó”, o qual, obviamente já estava na espera!!!! 12.A propósito do despojamento do Jocelino, assim que chegou ao Escorrega, o Verri foi interpelado pelos “porta-bandeiras” José Humberto e José Wilson ( o Claudinei está temporariamente fora desse grupo, por solidariedade à esposa Rita) , os quais, em todas as caminhadas, são os primeiros a chegar. Disseram: - “OOhh, Verri, onde você arrumou esse cara?” Acrescentaram: “Acredite você que ele chegou à nossa frente, sem chapéu, protetor, botina, cajado e, sem mentira alguma, com duas latas de cerveja, uma em cada mão, compradas no Pedra Viva, e fumando como um turco!!!” 13. Em viagens de “busão”, sempre tem um que atrasa o dito cujo. O Ovídio estava todo apressado, dizendo que o contrato previa o retorno para Ribeirão Preto às 17 horas e o estreante Tiago não aparecia. Preocupado, este escriba dirigiu-se ao banheiro e... nada!. Voltou ao restaurante e... nada! Até que lembrou em descer à cachoeira. Pois ali estava o retardatário todo “zen”, na maior contemplação. . Hare baba!!!!!

MAIORES INFORMAÇÕES COM OCTÁVIO VERRI FILHO - octaverri@hotmail.com
[x]
Comentar

Comentário:


Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
Copyright© 1997-2012 Webventure LTDA. Proibída a cópia ou reproducão do conteúdo sem autorização prévia.