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André Azevedo comenta o percurso da 5º etapa do Dakar, uma das mais temidas pelos competidores


Por Rodolfo Gomes | 05/01/2012 - Atualizada às 07:00



A região de Fiambalá, ainda na Argentina
A região de Fiambalá, ainda na Argentina
Foto: David Santos Jr/ www.webventure.com.br
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O piloto de caminhão André Azevedo comenta o percurso da 5 º etapa do Dakar, entre as cidades argentinas de Chilecito e Fiambalá. Motos e quadris farão 151 quilômetros de deslocamento e 265 de especial. Já carros e caminhões terão de enfrentar 246 e 177, respectivamente.

“Essa região foi responsável por nossa segunda grande surpresa na Argentina, antes do deserto do Atacama, na prova de 2009 [primeiro Dakar na América]. Neste lugar existem as famosas dunas brancas, muito quentes e que já prejudicaram vários competidores – inclusive a nossa equipe, a Petrobras Lubrax – que usam combustível à gasolina”, relembra o brasileiro.

“Com o calor, acontece o tal vapor lock, que é a vaporização do combustível antes de ele chegar à câmara de combustão do motor, coisa que nunca havia acontecido na África. Isso prejudica demais o desempenho, nos impossibilitando de subir as dunas, pois os motores ficam com menos potência”, explica André, que também diz que o começo da especial é ao lado da Cordilheira dos Andes e que as areias ficam mais próximas de Fiambalá. “Essas dunas brancas são terríveis, também para a navegação”.

“Este ano, a organização resolveu fazer apenas as motos passarem por dentro dos rios secos que existem na região. No ano passado, ficou muito difícil para os carros e os caminhões andarem ali, mas para as motos foi tranquilo. Muita gente já abandonou a prova, nas ultimas três edições, ao passarem pela região das dunas brancas.”




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