Roupas adequadas são essenciais
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Roupas tem que ser resistentes ao frio
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Alguns recursos do vestuário influem diretamente no rendimento de quem for fazer uma trilha mais demorada, ou em região muito fria: peso, volume, conforto térmico, secagem rápida e a praticidade, seja numa caminhada ou numa corrida de aventura.
Roupa leve, além de oferecer melhor mobilidade e secagem rápida, facilita na hora de carregar a mochila.
Para atividades em temperaturas mais baixas, precisamos de roupas que esquentem. Uma blusa confeccionada com fibras sintéticas, como o fleece, além de ser muito leve, possui uma boa capacidade térmica. Ele retém o calor do corpo deixando passar apenas vapor do suor. Mesmo molhado mantém a temperatura, seca rapidamente, o que o torna prático e funcional nas trilhas.
Os tecidos hoje podem ser: impermeáveis respirável, resistente à água (hidrorepelente), resistente a vento, isolante térmico, antibacteriano, anti-raios ultravioleta, entre outros. Atualmente existe uma infinidade de composições de fibras sintéticas, que proporcionam cada vez mais conforto ao viajante. Saber escolher acaba sendo determinante para o êxito da aventura.
Vestindo-se por camadas - O conceito de se vestir é um pouco diferente do de outros esportes. Abaixo estão relacionadas as três camadas que compõe o vestuário. Cada camada corresponde a uma peça de roupa.
1ª Camada - Absorção
As peças da primeira camada ou segunda pele são responsáveis pela transferência do suor para a superfície externa do tecido. Devido à construção do tecido, o suor é “retirado” da pele e eliminado quando transferido para a superfície externa do tecido sobre processo de vaporização. Isto reflete no conforto e bem estar da pessoa diretamente.
2ª Camada - Isolamento térmico
São estas as peças responsáveis pela retenção do calor. Nosso corpo quando em atividade física libera calor e vapor de suor. As roupas de segunda camada devem reter este calor deixando escapar apenas o vapor de suor.
3ª Camada - Proteção
Além de proteger contra a chuva, barra o vento que é o responsável pela perda de calor. Na verdade a 3ª camada impede que entre o vento gelado.
Gabriela Saliba (arquivo)
Gabriela F. Saliba, 38 anos, fisioterapeuta, é montanhista desde 1993. Trabalhou como escritora e fotógrafa para diversas revistas de aventura e ecoturismo, além de consultora técnica da revista Alto Nível em 2003. Coordenou o Premon (Programa de Preservação da História do Montanhismo Nacional), durante quatro anos, criado em 1984 por Manoel Lordeiro, o responsável por inserir o termo “montanhismo” no dicionário Aurélio. Realizou juntamente com Aline Peixoto, bióloga, doutora em Ecologia e montanhista, o projeto “Caminhos do Sul”, uma viagem de 31 dias pelos Brasil. Também realizou o projeto Pé na Estrada, uma expedição do Sul ao Sudeste com ampla divulgação nacional. Já escreveu textos e colunas para os principais jornais, revistas e sites do Brasil, além de apresentar o programa “Partiu!” (TVE-Rede Brasil) sobre montanhismo e escalada. Foto: Renata Mello (www.renatamello.com.br).