Sposito treinando em Death Valley, nos EUA.
Foto: Arquivo pessoal
Freqüentemente sou indagado a respeito das diferenças existentes entre a preparação física de um corredor de asfalto e um corredor de trilhas. Sem medo de errar, eu diria que esta fronteira é bastante tênue em algumas situações.
Se você é um corredor de rua que inclui subidas de ladeiras no seu programa de treinamento, está bastante perto de um
trail runner. Afinal, qual é a trilha que não tem uma ladeirinha, por menor que ela seja, para quebrar a monotonia?
Uma preparação física séria para um corredor de trilhas deve ser planejada, assim como em qualquer outro esporte, levando-se em consideração o macrociclo, seus mesociclos e microciclos, que culminarão em um, ou alguns, momentos de pico de performance, que devem coincidir com o período de competições ou com aquele desafio pessoal tão ansiosamente esperado por você.
Planejamento - Um desafio, mesmo que solitário, independente de não ser uma competição oficial, necessita de uma data-alvo bastante definida para que o preparador físico tenha condições de fazer os vários cálculos matemáticos que definirão sua carga de trabalho a cada dia, durante todo o ciclo de condicionamento físico.
Na fase de preparação básica o volume deve ser priorizado em detrimento da intensidade. Ou seja, “rode” bastante em uma velocidade média, deixando para o período de preparação específica o aumento da intensidade (velocidade) com a conseqüente diminuição do volume (tempo total de cada sessão de treinamento).
Comparativamente, isto também se aplica ao treinamento de musculação, quando iniciamos o macrociclo visando o aumento da Resistência Muscular Localizada e, no exato momento em que a ciência determina, passamos a trabalhar Força de Resistência e, em alguns casos bastante específicos, como um desafio em que a presença de subidas é preponderante na trilha, incluímos o treinamento de Força Máxima.