Como ir bem em uma prova de corrida de aventura


Por Rafael Campos, especial para o Webventure | 01/11/2006 - Atualizada às 12:16

Rafael Campos
Rafael Campos
Foto: Camila Christianini/ www.webventure.com.br
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Rafael Campos é um dos principais atletas de corrida de aventura do Brasil. O capitão da equipe Quasar Lontra e vencedor da Between 2 Continents, corrida de aventura solo na Costa Rica em abril de 2006, passa a seguir algumas dicas de treinamento para o esporte

O corredor de aventura - Na minha opinião, o corredor de aventura precisa ser bastante versátil, rústico e bem determinado. Versátil porque tem que saber fazer tudo, ou se virar com tudo, como um pato. Não adianta ser uma águia que voa muito, mas não sabe nadar, o pato voa mais ou menos, nada mais ou menos e anda mais ou menos. O versátil tem que ser isso. Não adianta ser um ótimo corredor e não saber remar.

É normal surgirem dificuldades e novidades durante a prova. Ao invés de falar “putz, caiu a ponte”, o bom corredor de aventura pensa “ótimo, vamos nadar”.

O rústico é mais para uma prova longa, para a curta nem tanto. É para conseguir suportar os confrontos sem se acabar muito, tanto os físicos, de dores nas pernas, braços, músculo, arranhões, como da chuva, calor, frio. É preciso suportar isso sem se abalar muito.

Treino focado - O ideal é o pessoal procurar o ambiente mais próximo do que vai encontrar na prova. Compra um mapa e vai treinar com o mapa. Mesmo que já conheça o percurso, estude o mapa, tente ver o que está errado nele e tante treinar a navegação. É importante também procurar atividades mais técnicas, como uma descida em corredeira, por exemplo. Desce de uma a duas vezes, vai pedalar em local com single track, tente focar o treino, mesmo em grandes cidades. Não são todos os atletas que procuram isso. É difícil pegar um equipamento e fazer o percurso, antes é preciso ter um curso, um workshop para ser guiado.

Estratégia - Depende de uma série de fatores, o que torna a estratégia uma parte bem difícil. Algo que é preciso levar em conta é a velocidade da equipe. Por exemplo, em uma prova curta, procure chegar rápido no rapel, porque é uma modalidade que sempre afunila, embola. Corre-se o risco de ir até lá e ficar esperando se ele for muito no começo do percurso e não tiver muitas vias.

Descanso - O condicionamento físico dos membros da equipe é o que regula as paradas para descanso. Às vezes é melhor parar para descansar um pouco e continuar, já recuperado. Ainda mais quando se tem uma prova maior, com duas noites ou mais. Aí entram outros quesitos, não é preciso ser tão forte, ter muita explosão. Essas provas permitem que as equipes que não tenham atletas de ponta se dêem bem. Nesse tipo de prova também entra a questão do sono, onde e como a equipe irá dormir; alimentação também começa a contar, quando parar para comer. Às vezes a falta de alimentação faz muita diferença ao longo dos dias.


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