Trio realiza passeio ciclistico off-road a Santiago de Compostela


Por Rafael Duarte, especial para o Webventure | 09/09/2009 - Atualizada às 16:29

Rafael Duarte se preparando para o início da caminhada
Rafael Duarte se preparando para o início da caminhada
Foto: Arquivo Pessoal
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Aventura, misticismo, esporte, cultura, história e muitas lições de vida. Foi por este universo que pedalamos de 9 a 24 de julho, pelo Caminho de Santiago, na Expedição “Nos pedais de Santiago 2009”, da França ao noroeste da Espanha. Durante 16 dias, eu e os atletas Jaime Vilaseca e Pedro Arraes peregrinamos na missão de viver na pele o que é fazer o Caminho de Santiago, documentar e fotografar esta aventura para tentar entender e revelar por que as rotas que levam a Santiago de Compostela continuam, até hoje, a atrair milhares de pessoas de todo o mundo até a cidade que abriga os restos mortais do apóstolo Tiago Maior – um dos homens de confiança de Jesus Cristo.

O resultado desta jornada foi incrível para os três integrantes da equipe, não só nos quesitos profissionais e esportivos, mas também no âmbito pessoal. O contato diário com peregrinos e a exposição física a situações extremas nos deram grandes lições de vida. Valores como respeito, solidariedade e fraternidade foram alguns dos mais explorados, tornando a experiência da peregrinação muito mais especial.

Para quem busca aliar a prática do ciclismo – mais especificamente do mountain bike - com turismo, fazer o Caminho de Santiago pode ser uma opção muito atrativa. Além dos desafios que as etapas diárias oferecem, a relação com peregrinos de toda parte do mundo, o esforço físico e o contato com a história local fazem você imergir num mundo muito interessante e de grande aprendizado. Mas o peregrino-ciclista deve estar preparado para os “perrengues” que surgem ao longo do trajeto, como pedalar longas distâncias por vários dias seguidos, enfrentar o calor, o frio, a sede, fome, a chuva, os ventos e também a falta de conforto dos albergues públicos.

Para quem quiser moleza – como a maioria dos ciclistas do Caminho, diga-se de passagem -, basta ir pelas estradas (as “carreteras”), que não oferecem tantas dificuldades, tampouco vistas tão deslumbrantes. A outra opção foi a que nós escolhemos: seguir pelas trilhas, que são as mesmas pelas quais os peregrinos que vão a pé caminham.

Caminhos - Existem diversas rotas que levam a Santiago, tais como os caminhos Português, Aragonês, do Norte, entre outros, mas nós escolhemos o mais tradicional deles, conhecido como Caminho Francês. Partimos da pequena cidade francesa de Saint Jean Pied de Port – no pé dos Pirineus - no dia 09 de julho e, após percorrermos 820 km em 16 dias de pedal, chegamos à cidade de Santiago de Compostela no dia 24 de julho, véspera do Dia de Santiago. Para esta data, o governo espanhol organizou uma linda festa em homenagem ao seu principal símbolo religioso que incluiu show de luzes e fogos, além de uma série de apresentações musicais gratuitas.


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